quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

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Eu levava aquele nome
Como uma oração.
Sentia em minhas veias raiva.
Raiva do cão.

A vida é um mistério.
Não o quinto mistério de Ave Maria.
Mistério debaixo do tapete.
Tapete de hipocrisia.

Rezava em voz baixa
Para ver se Deus me perdoava
E do altar descia o padre, atravessando a faixa.
Então estavamos a sós e ele me masturbava.

Mas minha igreja é santa!
O homem que é o pecador!
Verdade. Mas não é isso que seu hino canta.
Ele só aumenta a dor.

Mas foda-se. Acredite no que quiser.
Mas por favor, me deixe só.
Daí vem a beata: "Já se entregou para Jesus?"
"Não! Já me entreguei à sua avó!"

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