
Ando agindo apenas para ser suficiente.
É fácil dizer o que penso, como faço e
como você se sente.
Durante um sussurro seu, me surpreendo.
Meu corpo congela e fica sensível ao seu toque.
Meu coração espera. Aperta. Dói.
Desculpa.
Desculpa por te amar tanto.
Pena que você não sabe. Pena que você está
no comando.
Pena que você não age. Não fala.
Meu silêncio te cala, te faz sangrar.
Te faz pensar em como tu eras feliz.
Hoje não mais. Esta aí o que você sempre quis.
Eu que sempre desejei a liberdade e lutei
por ela,
percebi o quanto a verdade é falsa e senti em meu
próprio peito
o calor frio de estar na terra.
Caí por terra. Já me diziam as experiências do passado.
Será que sabia que as lacunas de meu quarto
lembrariam o quanto tinha sofrido?
O quanto tinha chorado? Tenho certeza que
era sua mão que havia sentido.
O futuro é algo abstrato e confuso.
É sempre ao contrário do que ficou no
passado, em seu mundo.
Mas quando penso que é o fim, arranco-me o lençol.
Acordo. Desperto.
E percebo que não existe escuridão que
não se ilumine de sol.